terça-feira, junho 10, 2008

Exagero mesmo é um Cadilac no garimpo.

Estava pensando em excessos. Para o bem e para o mal. Este pensamento surgiu uns minutos após assistir ao filme "Control", sobre a vida de Ian Curtis. O filme é legal e só isso. Ian me pareceu um sujeito excessivamente perdido.

Não sei se contribuiu significativamente para a música. Digo isto, pois não o conhecia. Conheci o Kurt Cobain. Acompanhei aquele momento grunge da década de 90 com afinco. Assistia ao cinema dedicado a este estilo. Coisas do tipo: Vida de Solteiro.

Alguém se lembra? Adorava filmes como aqueles.

Eu vestia coisas quadriculadas. Incrível pensar nisto.

Bem...

Não entendi bem o exagero do Ian. Era um sujeito meio sem graça, bonitinho, com
cara de integrante de "boy band". Romântico. Sensível. Branquinho e magrinho. Tipo um Emo. Pode ser isto. Não entendo bem de Emos.

Bem, vamos lá. Ele se casa muito jovem. Trabalha numa agência de empregos. Começa a cantar numa banda, que logo depois se chamará Joy Division. Hum... antes disso tudo... ele era deprimido, pintava os olhos de preto, sorria pouco e ouvia David Bowie.

Sinceramente.... não preciso contar o final né? Mas vou contar.

Ele se enforca dentro de casa. Ohhh...

Além disso tem o documentário da banda Joy Division. Não vou assistir.

Eu recomendo o documentário sobre a vida da Rita Cadilac. Chama-se "Rita Cadilac, a Lady do povo". Isto sim é documentário farto de drama, humor e bunda. Pra quem gosta de bundas e marginais, é imperdível. Aquela mulher dá dois documentários.

Eu não entendi porque alguém fez um filme sobre a vida desse sujeito. Acho que a maioria das pessoas que lêem este blog, não devem se ofender. Pois... putz.... passo ao largo de idealismos como os do filme. Algo niilista.

Para se ter uma noção, tudo começa com este pensamento:

"A existência... bem...o que importa? Eu existo da melhor forma possível. O passado, agora, faz parte do meu futuro. O presente está fora de controle."

Eu existo da melhor forma possível é a melhor coisa dita no filme. E esta frase me fez ir até o final.

Putz..... mas excessos por excessos, isto é realmente alarmante:



Principalmente aqui, quando fazia shows para garimpeiros da Serra Pelada.




Voltando ao filme "Control"...

Um sujeito que reúne todas as características listadas acima, só pode ter o final que ele teve. Afinal, veja só... ele ouve bowie, é deprimido, romântico e pinta dos olhos.

Aonde está o exagero disto? O fato dele não transar com homens. Pelo menos no filme.
Tudo o que sei dele está no filme.

Eu descobri meu grande excesso.

Tenho a boca um pouco grande... hehe. Pouco é pouco. É grande à beça. Sendo assim, meu sorriso é sempre maior que a piada contada. Nunca tenho um riso discreto.
É sempre enorme, um exagero.


*That´s all folks*

Um comentário:

instantes e momentos disse...

E muito bom ler teu blog, gostei muito, vou voltar com certeza, para ler o que ficou para tras.
Parabens
Maurizio