segunda-feira, julho 07, 2008

Sexto sentido.

Sabe...

(um suspiro)

Por vezes tento entender certas coisas que faço, como furar a gema do ovo estrelado. é preciso furar em cruz. Só assim eu como.

(outro suspiro)

Por vezes tento entender porque dedico parte da minha vida a escrever. O que é pior é que nada faz sentido. Talvez se fizer, eu paro.

Talvez seja na falta de sentido que alguém se dedique a escrever. Ando às voltas com uma nova história que passa muito longe de minha vida. Mas eu estou lá. Desde quando acordo, estou com um rifle pendurado nos ombros andando no meio do mato.

Eu não sei atirar, talvez se soubesse, não haveria armas de fogo nas histórias.

Gostaria muito de saber qual o sentido da literatura na vida dos outros. Na minha vida, não faz sentido algum, porém de tamanha insistência tornou-se um sentido. O sexto. Escrever é o meu sexto sentido. E ele é genioso. Foge do controle. É exigente. Frustra-se. Queixa-se. Também é preciso calibrá-lo com uma dose de reclusão e uma pitada de retórica.


*That´s all folks*

2 comentários:

De Kelby disse...

Qual o sentido da literatura na vida dos outros? Depende... Como leitor ou escritor? Seja como for, em ambos os casos, serve como companhia, evasão, consolo, entretenimento e revelação. Tem que ser uma diversão séria tanto pra quem lê quanto pra quem escreve. E pra quem escreve, que se escrevam apenas os livros inevitáveis! Por favor, Ana Paula, espalhe isso! No atual panorama da literatura brasileira (talvez mundial) é muito mais facil pra quem se diz escritor escrever um livro, qualquer que seja, do que não escrevê-lo. Clarice dizia algo como: acho muito mais facil nao escrever! Ou alguma assim... Sábias palavras, hehehe.

Marcelo Novaes disse...

A pontaria tá boa, Ana...



Marcelo.