quinta-feira, setembro 25, 2008

Meus vestígios sobre os dos outros

Ei.....dei uma parada agora. Estou ouvindo ZZ TOP. Gosto dos barbudos.
Bem, os dias têm sido corridos devido a mudança, que foi adiada em três dias. Ok. Sem problemas. Burocracias, regras e legislações interinas. Eu continuo dividindo espaço com as caixas de papelão, espantando a poeira com pano úmido e coisa e tal. Sem as cortinas, o apartamento fica mais frio, o barulho da rua entra com mais força e sinto uma estranha desolação.

Faz uns dois meses que olhava para as marcas das paredes daqui de casa e pensava no que as provocaram. Às vezes, via uma perfuração mal tapada ou um estriamento coberto e muito sutil. Antes de tentar entender o que havia aqui anos atrás, agora são minhas marcas que sutilmente são deixadas nas paredes. Tudo já foi removido, tampado e pintado. Meus vestígios sobre os dos outros.

No novo apartamento tudo que tenho feito é apagado vestígios. Pude entender como funcionava o local pelos rastros nas paredes e restos nos armários. Fotos de família, perfumes, roupas e muitos cabides.
Haviam trincos nas portas internas, como as do quarto por exemplo. Trincos do lado de fora, além da chave. Em princípio foi a visão de um filme de terror japonês, mas agora tudo se iluminou. Tudo foi removido, as paredes pintadas com vitalidade, tudo arejado e amplo.

*

Início de novembro estarei em São Paulo para um encontro de escritores de língua portuguesa para discutir o tema: violência e literatura - hum... muito pano pra manga, não? Vou amolar a Hattori Hanzo. hehe.

Logo darei mais informações como local e datas.

Ah... ainda tenho alguns exemplares do meu primeiro romance O habitante das falhas subterrâneas para vender.

No mais, o próximo livro sairá no ano que vem.


*That´s all folks*

Um comentário:

laís D'Andréa disse...

"meus vestígios sobre os dos outros"... Um tanto poético isso... Mas escritor é assim mesmo, eu acho... Beijo e boa mudança para você!