quinta-feira, novembro 12, 2009

Notícias da lama, do livro e do rato.

A Revista Lama está chegando ao Rio de Janeiro. Lançamentos dias: 14, 17 e 18 de novembro.
Confira clicando no cartaz!



Nos dias 16, 18 e 19 - NO ESPAÇO OI FUTURO - IPANEMA acontece o evento Livro@futuro.com
Haverá oficinas e mesas redondas. Eu estarei lá no dia 19. Darei uma oficina chamada: Como publicar seu livro na internet, às 15h e às 19h30 participo de um papo com o Ítalo Moriconi e o Michel Melamed.

Sobe a oficina, com 3 horas de duração, vamos conversar basicamente sobre a adaptação de uma obra para a web e dicas de formatação de blog para publicação do livro.

Eu indico todas as oficinas. Além da minha que será no último dia, tem a Revista literária na internet ministrada pelo Márcio André e Fotonovela na internet ministrada pelo Fabz.

As mesas redondas estão muito boas também. Será um evento bastante interessante e a entrada é gratuita.

Se puder, divulque-o por aí!!!

Veja a programação completa folder





Agora, que voltei da Fliporto, estou colocando as coisas em ordem. É crônica, é conto, é documentação, é oficina, é evento, lançamento de amigos. Bacana, mas eu fico um tanto apatolada.
Apatolado é uma expressão que eu inventei recentemente.

Bem, minha crônica de estreia no site vida breve se chama Rato Velho. Publico lá todos os sábados.
Vou colocar aqui a crônica com uma ligeira revisão que fiz após a publicação lá no site.
Havia uma frase mal formulada.

*

Rato velho

Tínhamos uma empregada que acreditava que rato velho virava pombo. Não faço idéia de onde ela tirou isso, mas cresceu certa de que isso era verdade. Já era uma mulher de meia-idade e se espantou levando a mão à boca quando eu disse que não, isso não é verdade. Em seguida voltou a segurar o cabo da vassoura e seu olhar estava tão caído que era possível varrê-lo. Ficou amuada durante todo o dia e só falou o que era necessário. De onde eu estava, pude vê-la estendendo a roupa no varal. Vez ou outra, ela olhava para o céu. Porém, os pombos nunca estão nos céus, eles permanecem sobre marquises, postes, topos e esses como muitos outros descansavam o pouso sobre a laje da casa. Durante o tempo em que ficou ali estendendo a roupa no varal, seus olhos sempre que podiam espiavam o alto da casa. Quando terminou, caminhou até mim um tanto sem jeito e me perguntou:

___É verdade mesmo que eles não são ratos?

___Sim. É verdade.

Ela não disse mais uma palavra. Estava evidente que muito mais que isso, naquele instante ela passou a questionar coisas das quais acreditava. Até mesmo a vi enxugar uma lágrima. Evidente que não pelos ratos ou pombos, mas por ter provavelmente percebido o longo tempo que acreditou em tantas outras inverdades.



*That´s all folks*


4 comentários:

André Victor disse...

A cada dia fico mais convecido:Ana Paula Maia é uma das melhores escritoras deste país!

tenório disse...

Concordo com o André acima. Já havia lido no Vida Breve, mas volto a falar: genial!

Sanderson A. Moreira disse...

Demais... Adoro,rs. Voltando a visitar o blog. E afirmo que está bom como sempre! Vlw Ana! Adoro seu jeito de escrever; me inspira!

(acho que nunca comentei aqui; primeira vez!)

Anônimo disse...

Valeu KILLERS!
;)

ana paula maia