terça-feira, novembro 14, 2006

Faster Writers and Pussycats!!!!!

Sobre o Seminário, só posso dizer que foi uma maravilha. Leve, solto e desembaraçado. Não é texto de rótulo de xampu, foi assim mesmo que a coisa toda transcorreu. E quando se tem liberdade para falar parecendo estar de havaianas à sombra de uma bela paisagem, você deixa vir à tona um discurso muito mais verdadeiro e sincero.
Pode parecer redundante colocar verdadeiro e sincero numa mesma frase, porém verdadeiro e sincero são distintos. Verdadeiro pode ser uma obra de arte, autêntica e genuína. Sincero, aquilo que se expressa sem artifícios, sem intenção de enganar. Tudo tirado do dicionário, dando o devido crédito a ele.
O que é muito bom é ver o interesse e o brilho nos olhos que ainda existe quando se fala de literatura. As pessoas que se reuniram para assistir, participaram com perguntas, todos educados e contribuindo bastante para as discussões em pauta. Tudo sempre acaba com aquele suspiro de que ainda havia muito mais a ser dito. Mas o dito pelo não dito, ocasionará outros ditos. E isso está parecendo coisa do Marcelino Freire. Haha.
Participei da mesa Literatura e Crítica online e digo sem margem de erro: tive ótimos colegas ali. Aconteceu uma discussão em colaboração, ora concordando, ora discordando; porém é falando que se faz propagar a voz por todo o universo, não é o que dizem? Talvez daqui a uns seis mil anos luz, alguém escute essa conversa em outro planeta.
Mas ainda na Terra, assisti ao novo filme de Almodóvar: Volver. É tão belo que parece uma fábula. Me faz lembrar as histórias que minha avó contava pra eu dormir. Mas eu só dormia quando a história acabava. E nunca eram histórias simples, eram muito educativas e cruéis também. Tanto minha mãe quanto minha avó me educaram com histórias de ninar em que sempre havia um tipo de lei da compensação.
O que gosto, entre tantas outras coisas, nos filmes de Almodóvar, é essa lei compensação. Sempre existe um acerto de contas, superação... situações quase improváveis. Mas sempre essa tal lei pra aliviar todo o drama e trazer riqueza à alma. O passado e o presente seguem em linhas paralelas; ajustando-se e complementando-se. Acho muito interesse esse domínio no tempo exercido por certos diretores, e por autores também.
E este post foi escrito regado a muita chuva, pois aqui no Rio anda chovendo pacas. Agora, inclusive, o céu resolveu retumbar e a chuva engrossou. Temos frio em plena primavera. As flores encharcaram e o mar está de ressaca.
Esta é outra ilustração do Folhetim Pulp. Ainda mais malvada. Que coisa!
Escrevi uma breve resenha sobre o livro A Feia Noite, de Simone Campos. Leia aqui: http://oglobo.globo.com/blogs/paralelos/
E pra concluir este post que está bem diversificado, pra não dizer, zoneado, quero colocar aqui minha nova obsessão: FASTER PUSSYCAT! KILL! KILL! Filme dirigido por Russ Meyer em 1965 ou 66, e que conta a história de três strippers que passeiam de carro pelo deserto. Até o momento em que decidem infernizar a vida de um casal que passa também pelo deserto. Enfim... elas matam o cara e pintam e bordam com sua namorada. É mais ou menos isso aí. Bem, ainda não assisti ao filme, mas o trailler sim. Pancadaria para todos os lados. Uma tosqueira linda e divertida. Haha.
*That´s all folks*

Um comentário:

Diogo Costa disse...

Dizer isso é meio constrangedor, porra, pra "Ana Paula Maia; mas tudo bem, vá lá: essa foto do perfil, bacana viu; gata. E esse filme, haha, que barato.
Já escutou o som da banda "Mombojó"? Os caras colocaram na net todas a músicas; diferente isso, não? Eu gostei, parece um jazz, rock; eu achei bacana. Escute aí e me diz. http://www.mombojo.com.br

Abração.