quinta-feira, maio 17, 2007

Road movies e mercadores da morte.

Os pesadelos continuam. Essa noite eu sonhei que um grupo de mercadores ou sei lá o quê, que possuíam uma espécie de dom divino, vinham em busca de escritores que relatavam cenas violentas em seus livros. Eles executavam os escritores exatamente como estes executavam seus personagens. Eles faziam um tipo de julgamento antes de te pegar. Mas um julgamento muito rápido. Eram cavaleiros do Apocalipse, bem parecidos mesmo.

Bem, eu pude ver a morte de alguns escritores, até que chegou a minha vez. Eu me lembro que fui para o andar de cima da casa onde estava, porém eu queria socorrer quem estava no andar debaixo. Minha mãe me disse: “Não dá tempo. Eles destruíram tudo lá embaixo”. E eles subiram para me apanhar. Eu só usava calcinha de algodão e camiseta. E nunca conseguia vestir nada. Não dava tempo. Então, eu corria de mercadores da morte do inferno vestindo calcinha branca de algodão e camiseta.

Isso era muito ridículo durante o pesadelo, e eles me perseguiam. Me lembro de saltar sobre pedaços de corpos e ver muita bagunça de móveis.

Eles alegavam que o mundo estava muito violento e que queriam apagar todo o relato sobre violência. Era a inquisição. Eu seria a próxima, mas acordei com o telefone tocando.

É claro que este relato pode ser papo de escritor, invenção, mas não. Eu sonhei mesmo isso e não gostei. Os inquisidores terão ainda muito trabalho pela frente.

*

Saindo dos pesadelos para entrar no mundo real da ficção, assisti ao filme Grindhouse.
Planet Terror, do Robert Rodriguez é sobre zumbis. Não são os meus prediletos. Nunca gostei de zumbis porque são moles, derretem e acéfalos. Só gemem e se contorcem. O filme é bom, gostei sim, mas os falsos traillers são excelentes. Haha.

Death Proof, do Tarantino, é uma mistura de filmes dos anos 80 em que um carro mata pessoas nas estradas desertas do Texas, essas coisas. Digo carro, pois pra quem assistia a esses filme como eu, o carro é o personagem principal e parece ter vida própria. Me lembra o filme B, “O carro do diabo” ou “Christine, o carro assassino”.

Bem, eu faria menção ao filme “Comboio da carga pesada” (Breaker! Breaker!)
Com quem? Com quem? Chuck Norris.
Foi lançado no ano em que nasci e a sinopse de um guia de Tv diz:

“Um motorista de caminhão envia seu irmão menor para fazer uma entrega na Califórnia, mas o garoto desaparece. Com a ajuda de outros motoristas, ele sai então em busca do irmão”.




No cartaz do filme está escrito:

A town without justice
A hero without fear.

Sentiu né? Sensacional!


Bem, voltando ao Death Proof, o filme mescla isso com “Faster Pussycat Kill Kill” descaradamente. Para quem assistiu ao delicado filme de Russ Meyer identificará. As três moças darão conta do recado.

E ainda tem uma música o Franco Micallizzi, a trilha da série Baretta em uma das seqüências de perseguição.

Aí eu penso: “Caramba, que puta sintonia com tudo que ando ouvindo e assistindo”.
Sem contar o novo filme do diretor “Inglorious Bastards”. Hehe.

*

Soube que a temporada de Lost vai até 2010.
Vai cagar no mato!
O bacana é ver o Sayd de Lost perder a cabeça em Planet Terror. Hehe.
Um nojo.


*That´s all folks*

3 comentários:

Glazz disse...

Esse tal desse julgamento também é feito com artistas visuais que pintam ou desenham violência? Espero que seja lorota de escritor. Fiquei preocupado......

p.s.: Se o sonho é mentira, é uma bela mentira. E muito bem contada. Se seus livros têm mentiras dessa qualidade, devem ser bons.

Anônimo disse...

O sonho foi real. Mas o julgamento era só para escritores. Se vc está em outra categoria, se safou.

ana paula maia

Glazz disse...

Adorei a frase ''O sonho foi real.''

Eu estou em outra categoria. Sou desenhista e pintor. Ainda bem. Mas faz sentido. Os escritores são mais perigosos mesmo. hehe