domingo, julho 08, 2007

Literatura, Dramim e Bosta de Cavalo.

Voltei da Flip. Fiquei apenas um dia. Sexta-feira. Estava bastante cansada e precisei tomar um dramim para não sentir enjôos na viagem. Isto me deixou ainda mais chapada.

Foi neste dia que aconteceu a mesa da qual participei na Off Flip. A mesa falou sobre como o cinema influencia a literatura. Foi a mesa que teve a melhor mediação e esta foi feito por Belisário Franca. O cinema influencia a literatura? Ora bolas! Se não fosse a literatura, no início do século passado, o cinema não teria de onde tirar suas histórias. Veja o caso os folhetins pulps do início do século passado e que serviu de grande inspiração para o cinema. Ou de onde você acha que filmes como The Crab Mosters, The invisible man, entre muitos outros surgiram? Vieram do universo pulp.

Foi isto que eu disse ao final do debate. Não havia me programado para dizer nada. Nunca sei o que vou falar, até a começar a falar.

Bem, sendo assim, minha conclusão foi que beber na fonte do cinema, significa para mim beber numa fonte em que a narrativa literária foi de extrema importância. Sinceramente não vejo muita diferente entre as duas fontes. As duas contam histórias, são narrativas. Uma descreve com a imagem e a outra com palavras. Mas sem imagens na cabeça um escritor não consegue definir nada em palavras.
O cinema influencia meu modo de escrever tanto quanto John Fante ou Julio Verne. Tanto quanto Platão e seus diálogos, tanto quanto o pessimismo de Shopenhauer.

Nunca havia ido a Paraty. É uma cidade desnivelada, cheirando a bosta de cavalo e quente pra caralho. Achei que fosse encontrar charme e um friozinho. Puf! Mas encontrei amigos, conheci algumas pessoas bacanas, enfim...

No link abaixo tem um artigo sobre pessoas que se conheceram pelo orkut e estabeleceram parceria de trabalhos que deram certo. A primeira é comigo e com o Fabz.

Leia aqui.


*That´s all folks*

3 comentários:

Simone disse...

Num disse!
Sabia que houve um holocausto de cachorros em Paraty? A cidade era cheia de cães vira-latas pelas ruas até que um dia (como no caso dos gatos do Jóquei) todos SUMIRAM. Ou melhor, começaram a aparecer mortos. O prefeito deu desculpas esfarrapadas. Está documentado na "Cruzeiro" de 04/março/67, pg. 48 a 51.
Os cachorros falaram comigo, eles querem vingança.

Carlos disse...

o que houve la Ana? voce voltou amarga...

ana paula maia disse...

Simone, acho que soltar uma dúzia de casais de coelhos na cidade pode gerar um epidemia. Coelhos ao invés de cachorros.

Carlos, eu sou um doce, mas sou mau humorada. às vezes os parágrafos deixam isto em evidência. Achei aquele lugar um saco.