domingo, fevereiro 24, 2008

Faxina geral.

Dei uma faxina no guarda-roupas e na sapateira. Arejei o local. Cortei uma calça jeans e a transformei numa bermuda. Ficou bonita. Mudei de filtro solar e de pasta dental. Meu celular é novo faz alguns poucos meses e ando repensando as pessoas que me cercam.

Existem novidades. Mais coisas foram arejadas, no momento adequado, eu contarei.

Ando reparando muito bem nas pessoas que me cercam, em minhas amizades principalmente. Na conta, só restou um.

Uns são arrogantes. Bem arrogantes. Destilam um efeito que em algumas horas de convivência me dá náuseas. Me dá vontade de chegar numa janela aberta e respirar bem fundo.

Se consideram melhores, maiores, mais belos, mais inteligentes e até suas fezes fedem mais intensamente.

São pessoas tristes. Que olham para o chão. Que não te encara muito bem. A arrogância é para disfarçar os problemas pessoais e a falta de coragem de abraçar o mundo. Alguns, nem ao menos sabem abraçar.

Bem, existem os amigos cheios de segundas intenções. Você pensa que é amigo, mas ele disputa com o outro da turma, quem primeiramente vai conseguir ficar com você. Por mais que você insista na amizade, eles sempre têm uma ponta de esperança e nunca perdem a deixa.

Existem os amigos fofoqueiros que indiretamente eu uso para contar aos outros minhas decisões. São mais baratos que qualquer tecnologia; te escutam e te apóiam. Com esses há a certeza de que a notícia vai chegar aonde você quer. Porém, são muito perigosos. São os amigos lenhadores. Pois adoram jogar lenha na fogueira.

Esses, eu também descartei.

Já havia descartado uns outros no ano passado. Aqueles que nunca me visitaram, apesar de morar bem perto. Que me evitam, apesar de escrever no MSN: Saudades.

Eu não sinto saudades. Nunca sinto. Acho que só sentirei dos meus pais e da minha avó, quando morrerem.

Quanto aos outros, eu nunca sinto saudades de ninguém. Não é porque não gosto, é porque é um sentimento que desconheço.

Mas o bom é que sei amar, e isto compensa algumas coisas.

Voltando ao balanço...

Arejei um sujeito por quem nutria certa parceria e considerava amigo. Ele, estranhamente, vacilou. Sumiu. Furou prazos. Não deu satisfação. Que permaneça distante!

No balanço geral dos que me cercam sobrou um rapazinho. Desse eu gosto muito. Tenho mesmo carinho. Não vou dizer o nome porque pode pegar mal, mas começa com R. Acho engraçado quando ele diz no telefone: "Sou eu. Seu marido". rs.

O R, no balanço geral, sinceramente, é o que melhor ficou posicionado. Não tenho falado muito com ele, mas é que faz parte do balanço ficar quieta.

Putz.... não sobrou praticamente ninguém.

Eu me exponho. Confiro de verdade. Não julgo à distância. Eu chego bem perto e bem de perto algumas coisas tornam-se turvas, até o momento em que por alguns instantes você as contempla com imensa clareza.

Percebe-se que a arrogância, o ciúme, a inveja, a prepotência estão enraizadas num lodo que cobre uma imensa ferida na alma.

Agora, acho que ficarei ainda mais quieta. Quer dizer, depois deste post... acho que só sobrará os que me lêem a distância.


*That´s all folks*


5 comentários:

Paulo Medeiros Borges disse...

Tenho que admitir que me encaixo em algumas destas qualidades. E isto realmente não me agrada. Vc. neste momento está me fazendo refletir sobre a condição de amigo! Eu sinto saudades. Adorei a sua sinceridade e acho que eu deveria ser mais sincero também. Continue...

dharanafluxx.blogspot.com

Eric Novello disse...

Oi, Ana!

Hardcore esse post hein?
Dizem que vassoura atrás da porta também espanta as visits indesejadas.

Mas... renovar é sempre bom. É disso que a vida funciona.

Baci, Eric.

ana paula maia disse...

Hardcore mesmo será a faxina que darei no fogão. Gordura velha. Entranhada.

Anônimo disse...

Oi Ana,

Início de ano tem dessas coisas...
Também fiz uma faxina na minha vida, deixei os velhos. Abri caminho para o novo e sabe que rapidinho ele chegou cheio de luz e graça. Coisas da vida...
Adoro suas reflexões. Você tem um tempero diferente, pena que nossas vidas se cruzaram de uma forma atropelada... Beijos!

Álvaro Andrade disse...

Daí pra frente, só um amigo. É uma escolha interessante.
Acho que dá um bom roteiro.
Ou livro.